Home Data de criação : 10/02/07 Última atualização : 11/10/18 03:38 / 14 Artigos publicados

atenção  escrito em sexta 23 julho 2010 17:19

Blog de kildary :ESTE BLOG E UMA DEDICAÇÃO A SAMYA BEATRIZ, atenção
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SAMYA  escrito em segunda 10 maio 2010 15:31

Blog de kildary :ESTE BLOG E UMA DEDICAÇÃO A SAMYA BEATRIZ, SAMYA

SAMYA VC NÃO SABE O QUANTO EU TE AMO

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NOITE NA CAMA  escrito em segunda 10 maio 2010 14:41

"De noite, na cama, eu fico pensando
Se você me ama, e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite, na cama, e quando
De dia eu faço graça pra não dar bandeira não deixo você ver
De dia tudo passa como brincadeira
Por longe de você
Por onde você mora, pára e se demora
Por hora não vou ter coragem de dizer
Mas há de haver a hora
Se você for embora, agora... "   SAMYA TE AMO

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VIDA EM POESIA  escrito em segunda 10 maio 2010 13:42

Na Minha Terra

 

Amo o vento da noite sussurrante

A tremer nos pinheiros

E a cantiga do pobre caminhante

No rancho dos tropeiros;

 

E os monótonos sons de uma viola

No tardio verão,

E a estrada que além se desenrola

No véu da escuridão;

 

A restinga d'areia onde rebenta

O oceano a bramir,

Onde a lua na praia macilenta

Vem pálida luzir;

 

E a névoa e flores e o doce ar cheiroso

Do amanhecer na serra,

E o céu azul e o manto nebuloso

Do céu de minha terra;

 

E o longo vale de florinhas cheio

E a névoa que desceu,

Como véu de donzela em branco seio,

Às estrelas do céu.

 

II

 

Não é mais bela, não, a argêntea praia

Que beija o mar do sul,

Onde eterno perfume a flor desmaia

E o céu é sempre azul;

 

Onde os serros fantásticos roxeiam

Nas tardes de verão

E os suspiros nos lábios incendeiam

E pulsa o coração!

 

Sonho da vida que doirou e azula

A fala dos amores,

Onde a mangueira ao vento que tremula

Sacode as brancas flores,

 

E é saudoso viver nessa dormência

Do lânguido sentir,

Nos enganos suaves da existência

Sentindo-se dormir;

 

Mais formoso não é: não doire embora

O verão tropical

Com seus rubores e alvacenta aurora

Na montanha natal,

 

Nem tão doirada se levante a lua

Pela noite do céu,

Mas venha triste, pensativa — e nua

Do prateado véu —

 

Que me importa?se as tardes purpurinas

E as auroras dali

Não deram luz às diáfamas cortinas

Do leito onde eu nasci?

 

Se adormeço tranqüilo no teu seio

E perfuma-se a flor

Que Deus abriu no peito do Poeta,

Gotejante de amor?

 

Minha terra sombria, és sempre bela,

Inda pálida a vida

Como o sono inocente da donzela

No deserto dormida!

 

No italiano céu nem mais suaves

São as noites os amores,

Não tem mais fogo o cântigo das aves

Nem o vale mais flores!

 

III

 

Quando o gênio da noite vaporosa

Pela encosta bravia

Na laranjeira em flor toda orvalhosa

De aroma se inebria,

No luar junto à sombra recendente

De um arvoredo em flor,

Que Saudades e amor que influi na mente

Da montanha o frescor!

 

E quando à noite no luar saudoso

Minha pálida amante

Ergue seus olhos úmidos de gozo,

E o lábio palpitante...

 

Cheia de argêntea luz do firmamento

Orando por seu Deus,

Então... eu curvo a fronte ao sentimento

Sobre os joelhos seus...

 

E quando sua voz entre harmonias

Sufoca-se de amor,

E dobra a fronte bela de magias

Como pálida flor,

 

E a arma pura nos seus olhos brilha

Em desmaiado véu,

Como de um anjo na cheirosa trilha

Respiro o amor do céu!

 

Melhor a viração uma por uma

Vem as folhas tremer,

E a floresta saudosa se perfuma

Da noite no morrer,

 

E eu amo as flores e o doce ar mimoso

Do amanhecer da serra

E o céu azul e o manto nebuloso

Do céu de minha terra!

 

 

 

 

Tarde de Outono

 

O Poeta:

Oh!Musa, por que vieste,

E contigo me trouxeste

A vagar na solidão?

Tu não sabes que a lembrança

De meus anos de esperança

Aqui fala ao coração?

 

 

A Saudade:

De um puro amor a lânguida Saudade

É doce como a lágrima perdida

Que banha no cismar um rosto virgem,

Volta o rosto ao passado, e chora a vida.

 

O Poeta:

Não sabe o quanto dói

Uma lembrança que rói

A fibra que adormeuceu?...

Foi neste vale que amei,

Que a primavera sonhei,

Aqui minha alma viveu.

 

A Saudade:

Pálidos sonhos no passado morto

É dove reviver mesmo chorando.

A alma refez-se pura. Um vento aéreo

Parece que de amor nos vai roubando.

 

O Poeta:

Eu vejo ainda a janela

Onde à tarde junto dela

Eu lia versos de amor...

Como eu vivia d’enleio

No bater daquele seio,

Naquele aroma de flor!

 

Creio vê-la inda formosa,

Nos cabelos uma rosa,

De leve a janela abrir...

Tão bela, meu Deus, tão bela!

Por que amei tanto, donzela,

Se devias me trair ?

 

A Saudade:

A casa está deserta.A parasita

Das paredes estala a negra cor.

Os aposentos o ervaçal povoa.

A porta é franca...Entremos, trovador!

 

O Poeta:

Derramai-vos, prantos meus!

Dai-me prantos, ó meu Deus!

Eu quero chorar aqui!

Em que sonhos de ebriedade

No arrebol da mocidade

Eu nesta sombra dormi!

 

Passado, por que murchaste?

Ventura, por que passaste

Degenerando em Saudade?

Do estio secou-se a fonte,

Só ficou na minha fronte

A febre da mocidade.

 

A Saudade:

Sonha, Poeta, sonha!Ali sentado

No tosco assento da janela antiga,

Apóia sobre a mão a face pálida,

Sorrindo - dos amores à cantiga.

 

O Poeta:

Minha alma triste se enluta,

Quando a voz interna escuta

Que blasfema da esperaçança,

Aqui tudo se perdeu,

Minha pureza morreu

Com o enlevo de criança!

 

Ali amante ditoso,

Delirante, suspiroso,

Eflúvios dela sorvi.

No seu colo eu me deitava...

E ela tão doce cantava!

De amor e canto vivi!

 

Na sombra deste arvoredo

Oh! quantas vezes a medo

Nossos lábios se tocaram!

E os seios onde gemia

Uma voz que amor dizia,

Desmaiando me apertaram!

 

Foi doce nos braços teus,

Meu anjo belo de Deus,

Um instante do viver!

Tão doce, que em mim sentia

Que minh'alma se esvaía

E eu pensava ali morrer!

 

A Saudade:

É berço de mistério e d'harmonia

Seio mimoso de adorada amante.

A alma bebe nos sons que amor suspira

A voz, a doce voz de uma alma errante.

 

Tingem-se os olhos de amorosa sombra,

Os lábios convulsivos estremecem,

E a vida foge ao peito ... apenas tinge

As faces que de amor empalidecem.

 

Parece então que o agitar do gozo

Nossos lábios atrai a um bem divino:

Da amante o beijo é puro como as flores

E a voz dela é um hino.

 

Dizei-o vós, dizei, ternos amantes,

Almas ardentes que a paixão palpita,

Dizei essa emoção que o peito gela

E os frios nervos num espasmo agita.

 

Vinte anos! como tens doirados sonhos!

E como a névoa de falaz ventura

Que se estende nos olhos do Poeta

Doira a amante de nova formosura!

 

O Poeta:

Que gemer! não me enganava?

Era o anjo que velava

Minha casta solidão?

São minhas noites gozadas,

As venturas tão choradas

Que vibram meu coração?

 

É tarde, amores, é tarde;

Uma centelha não arde

Na cinza dos seios meus...

 

 

Oh! Páginas da vida que eu amava

 

Oh! P

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RAUL SEIXAS  escrito em sábado 08 maio 2010 09:25

Há muito tempo atrás na velha Bahia
Eu imitava Little Richard e me contorcia
as pessoas se afastavam pensando
que eu tava tendo um ataque de
epilepsia (de epilepsia)

No teatro Vila Velha, velho
conceito de moral
Bosta Nova pra universitário,
gente fina, intelectual
Oxalá, oxum dendê oxossi de não sei

o quê (de não sei o quê)

Oh, rock'n'roll, yeah, yeah, yeah,

that's rock'n'roll

A carruagem foi andando e uma década depois
Nego dizia que indecência era o mesmo
Feijão com arroz
Eu não podia aparecer na televisão
Pois minha banda era nome de

palavrão (nome de palavrão)

E lá dentro do camarim no maior abafamento
A mulherada se chegando
altos pratos pratos suculentos
E do meu lado um hippie punk

Me chamando de traidor do movimento
(vê se eu aguento)

(Traidor do movimento)

Oh, rock'n'roll, yeah, yeah, yeah,

that's rock'n'roll

Alguns dizem que ele é chato
Outros dizem que é banal
Já o colocam em propaganda
fundo de comercial
Mas o bicho ainda entorta minha

coluna cervical (coluna cervical)

Já dizia o eclesiastes
Há dois mil atrás
Debaixo do sol não há nada novo
Não seja bobo meu rapaz
Mas nunca vi Beethoven fazer

Aquilo que Chuck Berry faz

(Chuck Berry faz)

Roll olver Beethoven, roll over Beethoven,

Roll over Beethoven, tell,

Tchaikovsky the news

E pra terminar com esse papo
Eu só queria dizer
Que não importa o sotaque
e sim o jeito de fazer
Pois há muito percebi que
Genival Lacerda tem a ver
com Elvis e com Jerry

Lee (Elvis e Jerry Lee)

Por aí os sinos dobram,
isso não é tão ruim
Pois se são sinos da morte
ainda não bateram para mim
E até chegar a minha hora

eu vou com ele até o fim

(com ele até o fim)

Oh, Rock'n'roll, yeah, yeah, yeah,

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